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Cannabusiness Summit: São Paulo será palco para debate sobre o potencial da cannabis no Brasil

Mais de 3,9 milhões de pessoas poderiam ser beneficiadas por uma possível liberação do uso medicinal do canabidiol (CBD) e de outros derivados da cannabis pela Anvisa no Brasil. Isso representaria um potencial de negócios de R$ 4,7 bilhões ao ano, segundo estimativas da New Frontier, em parceria com a startup brasileira The Green Hub. Nesta projeção seriam incluídos itens medicinais, cosméticos, alimentos e bebidas. Em países onde já houve a liberação de uso de substancias derivadas da planta (são 40 no mundo), o mercado ultrapassa os US$ 193 bilhões.

Para tratar deste tema de relevância internacional, e que ganhou força no Congresso Nacional, a GS&MD – Conteúdo e Relacionamento, uma das empresas que compõe o ecossistema de negócios do Grupo GS& Gouvêa de Souza, irá realizar, em 27 de novembro, o Cannabusiness Summit, um evento exclusivo, em que serão abordados tópicos como o funcionamento da legalização medicinal, os possíveis impactos desse novo passo para o país e as grandes questões que o envolvem. O encontro será na Casa Natura Musical.

Marcelo Toledo, CEO da GS&MD e um dos curadores do evento, explica que o objetivo é focar no nicho medicinal e colaborar no desenvolvimento de um mercado que pode trazer produtos para melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas. “Alguns países mais liberais já adotaram políticas públicas para compatibilizar o interesse entre o consumidor e os fornecedores. O nosso recorte é exclusivamente medicinal e aí, basicamente, o que estamos falando são pacientes e médicos”. Uma discussão acerca do mercado da cannabis já foi promovida no LATAM Retail Show, em agosto.

Com a temática “O potencial mercado da cannabis no Brasil: oportunidades, regulamentação e modelos de negócios”, o Cannabusiness Summit surge especificamente com esse fim e vai esclarecer pontos como economia, legislação, benefícios e oportunidades desse mercado. “A febre mundial sobre o assunto da cannabis é hoje uma das principais coqueluches do mundo”, complementa Toledo. O evento é pensado para profissionais dos setores de alimentos e bebidas, indústrias farmacêuticas, de cosméticos e têxteis, hospitais, planos de assistência, laboratórios, construtoras, fundos de investimentos, marketplaces, escritórios de advocacia e startups voltadas à saúde e ao bem estar.

Sob diferentes óticas, entre os palestrantes que abordarão o potencial do mercado estão, Gabriela G. Cezar, CEO & Principal Partner da Panarea Partners Inc.; José Bacellar, presidente e CEO da Verdemed; Beto Vasconcelos, sócio da XVV Advogados e ex-secretário Nacional de Jusitça; André Steiner, CEO da White Cloud Montain; Caio França, deputado estadual de São Paulo; Paula Dall’Stella, médica e diretora científica da Dr. Cannabis; Delon Human, Global Head, Health and Innovation da PharmaCielo; Cristiana Taddeo, CEO da HempCare Pharma; e Gustavo Palhares, CEO da Ease Labs.

Para mediar os debates foi confirmada a presença de Viviane Sedola, CEO e fundadora da Dr. Cannabis. Considerada a liderança feminina de cannabis no Brasil, Viviane lidera o mercado digital focado em tornar o tratamento legal – com foco medicinal – mais acessível e gerar dados a partir de uma comunidade colaborativa de médicos e pacientes.

Para Marcos Gouvêa de Souza, fundador e diretor-geral do Grupo GS& Gouvêa de Souza, o Cannabusiness Summit traz uma grande oportunidade, inclusive de esclarecimentos. “Há ainda há muitas dúvidas em relação à cannabis. Nosso objetivo é tornar tudo mais claro e mostrar o enorme potencial deste mercado que já começa a dar seus passos no Brasil e gerar, além de ganhos para economia, benefícios para milhões de pessoas, já que existe um apelo muito grande do consumidor que busca remédios desenvolvidos com base no canabidiol”, destaca.

Vão estar na agenda de discussões a cannabis medicinal e o que é preciso para atuar neste mercado em potencial; como funciona a liberação para fins médicos e as diferenças em relação ao uso recreativo; possíveis produtos, diferenças entre itens sintéticos e naturais, modelos de negócios, startups, dentre outros.

O Cannabusiness Summit nasce como uma oportunidade para que os participantes compartilhem conhecimento e formem negócios entre organizações que possuem potencial para atuar em um possível mercado de produtos e serviços baseados na cannabis medicinal, no Brasil e na América Latina. Será possível explorar os caminhos de transformação dos ecossistemas do negócio, compreender a atuação dos diferentes segmentos e saber quais os valores estimados dos setores dentro deste mercado.

O acesso ao tratamento medicinal à base de canabidiol, uma das substâncias que compõem a cannabis, pode trazer uma série de benefícios à saúde. “Queremos falar do potencial de mercado para atender o paciente que tem doenças que o CBD não consegue curar, mas pode ajudar no tratamento dos sintomas e proporcionar uma qualidade de vida muito superior para quem é portador. Algumas superimportantes são: epilepsia, Alzheimer, Parkinson, depressão, artroses e mais outras”, explica Toledo.

Toledo explicou que a cannabis possui um grande potencial econômico. Ela envolve a agricultura, incluindo desde o beneficiamento da semente até o cultivo, passando por todos os fornecedores da cadeia (maquinário, fertilizantes, etc.). Mas não é só isso. Há ainda o processo de transformação das flores da cannabis em óleo, que conta com indústrias especializadas e a produção de medicamentos, cosméticos, alimentos e muito mais, que envolve outras indústrias. “A hora em que se chega nesses produtos finais, vamos para a outra área da cadeia que é a distribuição, como que eles chegam até o consumidor final. E isso inevitavelmente vai passar pelo varejo”, esclareceu.

“Hoje a legislação, naquilo que está estruturado em termos de regulamentação, já está bastante avançado. A expectativa é que até novembro nós tenhamos a liberação da venda, onde as pessoas vão poder comprar o CBD aqui no país”, adiantou o executivo.

Entre as entidades apoiadoras estão Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC), Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM), Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF), ABIHPEC, ABMAPRO, ABRACE, Amigos Múltiplos, Analítica Farma, Business Watching, Cultura Empreendedora, FCE Cosmetique, FCEPharma, NanoLegal e São Paulo Tech Week.

Matéria original publicada em: Negócios em Foco