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CEO da Cinemark conta as estratégias da rede para se conectar com o público dentro e fora das salas de cinema

Mesmo com a concorrência do streaming, a indústria do cinema movimenta 25 bilhões de reais ao ano no Brasil, uma fatia equivalente a 0,46% do PIB brasileiro, seja em produções ou em bilheterias. A sétima arte segue inspirando gerações, mas também precisa se transformar para manter a relevância e se aproximar do consumidor.

Atento a isso, o 10º Fórum Internacional de Gestão de Redes de Franquias e Negócios, promovido pelo Grupo BITTENCOURT, convidou Marcelo Bertini, CEO da Cinemark, para ser um dos palestrantes. Ele vai abordar das transformações e desafios da rede na palestra “Da digitalização à pipoca no varejo, conectando o cliente onde ele estiver”, no dia 1º de outubro. O evento acontece no Teatro Santander, em São Paulo.

A Cinemark representa cerca de 30% do mercado brasileiro de cinema, com 634 salas em 86 complexos distribuídos em 17 estados e o Distrito Federal. A concorrência de outros grupos e plataformas diferentes reforçou a necessidade de ir além. Dentre as ações recentes de mais destaque estão: investimento em novos formatos, venda da pipoca em supermercados e lojas de conveniência e novo app.

Inicialmente discreta, a venda de pipocas fora das salas de cinema começou em 2017. Atualmente, o consumidor pode encontrar os sabores Lemon Pepper, Chocolate e Caramelo em diversos supermercados e nas redes Sam’s Club e nas lojas de conveniência AM/PM. A pipoca está à venda tanto pronta quanto para micro-ondas.

“A inovação está no DNA da Cinemark, que sempre buscou liderar a indústria trazendo novidades para o cliente. Nosso objetivo é levar nossa marca e produtos para fora de nossos complexos. A Cinemark quer acessar o cliente onde ele estiver, em todas as suas ocasiões de consumo. Esse projeto que começou em 2017 vem ganhando corpo gradativamente, sendo que nosso objetivo é em breve estar distribuindo nossa pipoca no Brasil inteiro”, explica Bertini.

A Cinemark estreou também seu aplicativo com e-commerce. Além de ingressos para as salas da rede, o app também vende snacks, benefícios e permite consultar horários e informações dos filmes em cartaz. Assumir a gestão do nosso e-commerce era o que faltava para fechar o ciclo da jornada do cliente.

“A adesão ao nosso aplicativo superou nossas expectativas. Uma das grandes vantagens é conectar o filme ao nosso cliente considerando seu perfil de consumo. Sabemos que muitos filmes entram e saem do circuito desconhecidos. Queremos personalizar esse canal de comunicação entre produto e cliente, provocando-o a sair do sofá de casa para uma experiência cinematográfica completa nos nossos cinemas. As possibilidades são ilimitadas, estamos apenas começando uma jornada completamente nova na relação com nosso cliente”, destaca o CEO da rede.

Já em 2020, a rede vai inaugurar um novo minicomplexo, que terá além do cinema, lojas e restaurantes, nos moldes do Kinoplex Itaim, inaugurado em 2003. “Essa é uma tendência irreversível para os grandes centros, onde os moradores procuram resolver a maioria das suas necessidades nas proximidades da sua residência. Além disso, nas grandes cidades está cada vez mais difícil viabilizar empreendimentos comerciais/shoppings nos modelos tradicionais, seja pelo custo envolvido, escassez de áreas disponíveis ou pela complexidade na aprovação dos projetos. À medida que evoluímos no entendimento do perfil de consumo dos nossos clientes temos condição de realizar uma programação melhor direcionada a um público especifico”, ressalta Bertini.

Matéria original publicada em: Publico A