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Como a Tirolez conquistou vantagem competitiva em um mercado de gigantes

Superar os concorrentes e conquistar vantagem competitiva é fundamental hoje para empresas sobreviverem na alta disputa entre as organizações. Na indústria de laticínios, a concorrência é principalmente entre os gigantes do setor, e mínimos detalhes podem ser grandes diferenciais na competição por espaço.

Sobre essas vantagens competitivas, Cícero Hegg, sócio fundador da Tirolez, revelou no 10° Fórum Internacional de Gestão de Redes de Franquias e Negócios os segredos que fazem a empresa de laticínios chegar aos 40 anos como uma das mais importantes do setor. “Se você não gostar de gente, o seu negócio não rende”, apontou. O evento aconteceu nos dias 1 e 2 de outubro, no Teatro Santander, em São Paulo.

Os irmãos Cícero e Carlos Hegg decidiram investir na indústria de queijos depois de ouvirem histórias sobre a alta do produto e, em 1980, compraram a primeira fábrica da Tirolez, na cidade de Tiros/MG. A empresa iniciou com seis funcionários e uma produção diária de 70 kg de queijo, produzindo somente queijo prato e manteiga. Um mês após a aquisição da primeira unidade, aconteceu a pior crise do leite do Brasil, segundo Cícero Hegg.

“Em 30 dias, vimos o negócio virar. Durou 14 meses a crise da indústria de laticínio, devido à elevação do preço do leite, além de muitas outras dificuldades da época como estradas ruins, telefone com telefonista e falta de luz constante”, contou.

Foi nesse tempo que Hegg descobriu o segredo do sucesso da companhia e que conduz na empresa até hoje: as pessoas. O sócio fundador da Tirolez disse que sempre buscou trabalhar com sinceridade com os colaboradores e, com o apoio da equipe, conseguiram superar essa e as demais crises.

“A empresa se manteve firme por ter uma equipe com persistência, confiança e determinação”, revelou Hegg.

Investir nas pessoas como vantagem competitiva e estratégia de negócio

“É possível fazer as coisas principalmente se a gente ouve o coração. A tecnologia não vai funcionar se não houver o calor humano. Se você não gostar de gente, o seu negócio não rende. Assim, o lucro e dinheiro são consequências de um trabalho bem feito”, apontou Cícero Hegg.

A Tirolez criou programas ao longo dos 40 anos que buscam desenvolver os colaboradores. O primeiro deles surgiu após Hegg ter participado de um encontro de autoconhecimento e que, segundo ele, foi essencial para o desenvolvimento pessoal. “Se foi bom para mim, por que não colocar para os meus funcionários?”, comentou. O programa chamado “Despertar” forma grupos motivacionais que têm a missão de ajudar as pessoas a entenderem como se sentem.

“Tiveram casos de funcionários que saíram muito felizes dos grupos e diziam que nunca alguém tinha perguntado para eles como se sentiam”, contou Hegg.

Outros programas da Tirolez como o “Ampliar” leva as pessoas para a fábrica e ensina sobre Cultura, oferece lazer e prática de esportes. Já o “Educação Política” apresenta para os colaboradores conhecimentos políticos para o Brasil. O programa mais recente, “Português e Matemática”, desenvolve os colaboradores com o intuito de fazer este conhecimento voltar diretamente para a empresa. “Conselho: cuide das pessoas”, afirmou Cícero Hegg.

Assim como apontado em alguns quadros de conteúdo em nosso último Expo Fórum Digitalks, ter empresas comprometidas com programas que vão além dos seus negócios e proporcionam um bem comum à sociedade é um dos pilares para empresas que adentram a nova economia digital.

Vantagem competitiva em um mercado altamente competitivo

Segundo Cícero Hegg, as maiores empresas do mundo estão no Brasil e hoje o mercado é outro. “O setor cresceu e tem grandes concorrentes. Precisamos nos reinventar e inovar sempre”, disse o fundador da Tirolez.

Hegg também afirmou que é apaixonado pelo que faz e que a cultura é o maior valor da empresa. “A solução para sobreviver nesse cenário está em acreditar na cultura, na paixão e na inovação”, completou.

Hoje, a Tirolez possui seis unidades produtoras, mais de 1600 colaboradores e mais de 30 tipos de queijos. “Chegamos onde estamos hoje com palavras como amor pelo o que faz, gostar de pessoas, coragem, propósito, inovação, senso de pertencimento e perseverança”, concluiu Cícero Hegg.

Matéria original publicada em: Digitalks