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Novos formatos: Segmentos tradicionais se lançam no setor de franquias

O desempenho do franchising vem atraindo cada vez mais novas empresas a adotarem o sistema, que só no segundo trimestre do ano acumulou um faturamento de R$ 168,360 bilhões. Nada mal em um cenário econômico que ainda se recupera da crise: o volume cresceu 8,4% em relação ao mesmo período anterior e 7,4% no acumulado de 12 meses, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

A Bahia é o estado com maior aumento na participação do faturamento das franquias da Região Nordeste, com um acréscimo de 3,1 % na comparação entre os anos de 2017 e 2018. Os números animam empresas tradicionais no varejo como a baiana Le Biscuit, que se lançou no franchising no  final do primeiro semestre deste ano. Atualmente,  são 106 lojas próprias em operação. Até 2020 serão mais 100 lojas abertas com base na projeção do presidente da Le Biscuit, Roberto Hentzy.

“É um modelo vencedor que tem se mostrado muito resiliente no mercado. Temos ainda um espaço grande para ocupar em municípios menores, em que o formato de franquia se encaixa bem. Em contrapartida, não deixa de ser uma alternativa de retorno para o investidor”.

A marca agregou mais valor na crise. “Mesmo com cenário econômico difícil, conseguimos investir R$ 100 milhões para o crescimento da Le Biscuit. Todo o nosso conhecimento é passado para o franqueado  em um mercado onde ele tem espaço”, garante Hentzy.

Para a instalação da franquia Le Biscuit é preciso um ponto comercial de aproximadamente 500 metros quadros e um investimento inicial estimado em R$ 1,5 milhão, que já inclui o capital de instalação, estoque, capital de giro e a taxa de franquia. O prazo de retorno é previsto para  36 meses. “O nosso principal desafio agora é ter um nível de suporte para o franqueado. Criamos uma área específica só para isso”, pontua Hentzy.

Adequação

Outras empresas como a Hashtec também estão inaugurando novas lojas no estado. Até outubro serão abertas duas unidades do modelo de franquia em Salvador, após o lançamento do formato em junho. A franquia faz parte do Grupo PLL que possui na Bahia duas lojas de assistência técnica autorizada das marcas Samsung e Motorola.

“Vimos no formato um modelo de negócio mais rápido e assertivo, sobretudo para atingir o nicho onde não estão os fabricantes. Assim, a gente ganha uma expansão mais rápida”, afirma o sócio da Hashtec, Lucas Linhares.

A franquia de reparo rápido e venda de acessórios para celular tem investimento inicial de R$ 30 mil no quiosque com faturamento bruto mensal estimado em R$ 60 mil a R$ 80 mil com retorno de 8 a 13 meses. Ainda de acordo com ele, o tíquete médio de um reparo varia de 30% a 40% do valor do telefone. E 90% dos reparos nas lojas do grupo são de troca de tela.

“As unidades de baixo custo são interessantes para a gente na Bahia, por conta da alta taxa de desemprego no estado. Entramos como uma alternativa para pessoas que perderam o emprego e pegam o dinheiro da rescisão e FGTS para investir no seu negócio”, diz Lucas.

Os royaltes são cobrados por meio de uma taxa fixa mensal de R$ 1,5 mil. “É um diferencial. Quanto mais esse franqueado faturar ele vai ganhar. Não precisa dividir com a gente, como obriga a cobrança percentual”.  A expectativa é que a marca feche o ano com 30 unidades em todo o país. “Cada vez mais o celular se torna indispensável e por isso queremos atingir esta demanda”, acrescenta.

Tendência

Para o diretor de Soluções do Grupo Bittencourt, Huberto Damas, é só uma questão de tempo para que mais redes formatem modelos de franquia. A consultoria é especializada em Consultoria em Expansão de Redes de Franquias e Negócios.

“É uma tendência, um movimento mundial de negócios que estão se organizando em formatos menores e significativamente enxutos comparados à unidade original. A reinvenção é necessária para quem quer fazer sua expansão”, analisa.

É preciso ser flexível, como defende Damas: “É adequar formatos diferentes para públicos diferentes e bolsos diferentes também”.

Leia a matéria na íntegra em: Correio