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O Assaí vai continuar campeão após a crise passar?

Durante 22 anos, entre 1988 e 2010, o executivo paulista Belmiro Gomes dedicou-se a fazer do Atacadão a maior bandeira de supermercados atacadistas do Brasil. Em 2007, coordenou a venda do Atacadão ao grupo francês Carrefour por 2,2 bilhões de reais e manteve o pé no acelerador. O Atacadão, que faturava 4 bilhões de reais, virou o maior gatilho de crescimento do grupo na América Latina e ajudou a consolidar o atacarejo como o nicho mais promissor do varejo alimentar brasileiro. De uma hora para a outra todos os concorrentes passaram a estudar a entrada no segmento. Até que, em 2010, Gomes foi contratado pelo principal concorrente do Carrefour, o Grupo Pão de Açúcar (GPA), e retomou o antigo objetivo: criar a maior rede de atacarejo do Brasil — mas, desta vez, competindo com seu antigo empregador. O Assaí foi fundado em 1974 em São Paulo pelo empresário Rodolfo Jungi Nagai e foi comprado pelo GPA em 2008. Quando Gomes chegou ao grupo, em setembro de 2010, o Assaí tinha menos de 60 lojas e faturava pouco mais de 3 bilhões de reais. Nos últimos sete anos, não apenas o Assaí se tornou a maior bandeira da divisão alimentar do Pão de Açúcar como também já é, desde o segundo trimestre de 2017, a maior operação no mundo do Casino, grupo francês que controla o GPA. No ano passado, suas 126 lojas venderam 20 bilhões de reais, 28% mais do que em 2016. “O que traz cliente para a loja é preço,  principalmente, mas também localização, atendimento e ambientação”, diz Belmiro Gomes, que entrou no Assaí como diretor comercial e hoje é o presidente.

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