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O plano do Magazine Luiza para ir além do varejo

De junho de 2016 a junho de 2019, a ação do varejista Magazine Luiza foi a que gerou maior retorno sobre o capital investido entre as empresas da bolsa, de 4.528%, segundo cálculos da consultoria Economatica. Neste período, a companhia dobrou o faturamento e viu suas ações valorizar 100 vezes, para 40 bilhões de reais. Dá para manter o ritmo?

Segundo Frederico Trajano, presidente da companhia, dá. Ele tem o desafio de continuar a melhorar o desempenho operacional prometido aos investidores que embarcaram em seus sonhos. Além disso, precisa vender novos sonhos para continuar impulsionando as receitas — e atrair novos acionistas.

“Chegou a hora de radicalizar nosso crescimento. Digitalizamos o Magalu e queremos digitalizar o Brasil, levando a muitos o que é privilégio de poucos”, diz Trajano. De vendedor de eletroeletrônicos e móveis em lojas físicas e virtuais, o Magazine Luiza investe para ser um provedor de tecnologia e serviços de logística e finanças para conectar o consumidor a pequenos e médios comerciantes dos mais diversos segmentos.

O plano é fazer o aplicativo do Magazine Luiza, que teve 33 milhões de downloads, um dos destinos preferidos dos brasileiros na hora de comprar ou vender qualquer coisa. O mote publicitário está no ar desde o início do ano: “Tem no Magalu”. A inspiração de Trajano vem da China, onde superaplicativos oferecem uma enorme variedade de produtos e serviço com um clique.

O Magazine Luiza está começando a vender itens de supermercado não perecíveis, como sabão em pó e papel higiênico. Todos podem ser recebidos em casa ou retirados nas lojas da rede. No futuro, a empresa estuda entrar também no ramo de alimentos, competindo com varejistas como o Pão de Açúcar. O pontapé inicial nos serviços financeiros será uma conta de pagamentos digitais no segundo semestre.

Leia a matéria completa na edição impressa da revista Exame