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Reconhecimento facial pode entrar no rol de tecnologias para atender clientes no varejo cearense

O reconhecimento facial pode entrar rol das tecnologias voltadas para entender gostos, gerar satisfação e atender melhor os clientes no Ceará. A avaliação é do diretor-geral e fundador do Grupo GS& Gouvêa de Souza, Marcos Gouvêa.

O palestrante foi uma das atrações do evento  Cenários do Varejo, da CDL Fortaleza, realizado hoje (22) no Teatro do Shopping RioMar, e que trouxe as principais  tendências do segmento expostas no último Retail’s Big Show, maior feira de varejo do mundo realizado em Nova Iorque pela National Retail Federation (NRF).

“Na prática, já temos isso funcionando. Implantamos um projeto no Ponto Frio, em São Paulo, onde o cliente entra na loja e é feito o reconhecimento facial, além do histórico de movimentação, onde ele ficou mais ou menos tempo. Facilmente se observa os pontos de satisfação. Isso implica em um trabalho para criar mais alternativas de satisfação”, assegura o especialista.

A ideia, segundo ele, é aproximar a loja física do e-commerce. “O que a loja virtual faz é medir rigorosamente o que acontece com o cliente, quanto tempo ele ficou na página, o que ele mais clicou”, completa.

O sistema de “memorização” já é realidade em algumas empresas do Sudeste. “Em São Paulo, há uma loja que memoriza não facilmente o cliente, mas cria uma equação dele. Se ele voltar a comprar no local, o vendedor recebe no tablet as informações. Ele pode chamar o cliente pelo nome e mostrar produtos que ele olhou mas não comprou”, explica.

Quanto tempo o serviço deve se espalhar no País? Isso vai depender de como o público jovem assimila essas novidades. “Acredito que em pouco tempo. A transformação não vem da oferta da tecnologia, mas sim da demanda”, pontua. E há espaço também para a customização. “As novas gerações querem ser individualizadas no tratamento. Não querem ser parte da grande multidão. Por isso a customização de produtos é tão forte. A Levi’s está fazendo a customização, a Nike também. Nós queremos coisas a ver com a gente”, finaliza.

Leia a matéria original em: Focus